quinta-feira, 20 de julho de 2017

Comentário Devocional do Evangelho de Mateus (6.9-13)

Graça, Paz e Alegria!

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2ª parte

Retomamos esta parte introdutória escrevendo sobre 4 pontos que, entendemos, podem fazer parte de uma oração tendo como exemplo a Oração Modelo:

1. Reverenciar e glorificar a Deus: "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome". Grandes orações de grandes homens e mulheres são sempre proferidas com grande respeito a Deus. Quando Moisés, Ana, Davi, Daniel, Neemias e outras pessoas importantes do Antigo Testamento oraram, começaram com declarações de genuína reverência a Deus, como criador e comandante do universo.

2. Buscar a vontade de Deus: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". A oração não é um instrumento para manipular Deus para que faça nossa vontade. Aqui, Jesus orou pelo reino de Deus, sabendo que esse reino só poderia vir com todo o seu poder através da sua própria morte. Aqui, como na oração agonizante no Getsêmani, Jesus colocou a vontade do Pai acima de seus próprios interesses: "Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26.39). Quando vemos a oração como nada mais do que uma oportunidade de fazer pedidos a Deus, colocamos a vontade do servo indevidamente acima da vontade do Senhor. Devemos sempre procurar fazer e desejar que seja feita a vontade de Deus.

3. Reconhecer nossa dependência de Deus para as necessidades físicas: "O pão nosso de cada dia nos dá hoje". Esta não é uma determinação de abundância e prosperidade. Jesus não praticou isso, muito menos ensinou a noção materialista de que o servo pode "dizer e exigir" o que quer na oração. Diferentemente das orações de muitos hoje em dia, que se aproximam de Deus como quem comanda, como quem dá ordens, como meninos mal educados exigindo tudo o que querem, Jesus mostrou aqui uma dependência de Deus para as necessidades básicas da existência diária. Precisamos de Deus todos os dias. Quer tenhamos abundância ou não!

4. Reconhecer nossa dependência de Deus para as bênçãos espirituais: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém". Encontramos algumas lições valiosas aqui. Primeiro, precisamos do perdão. As palavras de João 8.7 e Romanos 3.23 nos recordam nossa culpa. Pecamos. Necessitamos do perdão. Só Deus tem o direito e o poder para perdoar em questões totalmente espirituais (Marcos 2.7). Segundo, precisamos perdoar. Nossa comunhão com Deus é condicionada a várias coisas, incluindo-se como tratamos as outras pessoas. Quem se recusa a perdoar outro ser humano simplesmente não será perdoado por Deus (Mateus 6.14-15; 18.15-35). Terceiro, precisamos do auxílio de Deus para que não pequemos. Deus não é apenas um grande secretário que fica registrando os pecados cometidos e apagando-os depois quando confessados diante de uma vida reta de acordo com a Palavra. Ele tem poder para nos auxiliar a derrotar o inimigo. Paulo garantiu que há um jeito de escapar de cada tentação (1 Coríntios 10.13). Jesus "é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hebreus 2.18). Ele nos deixou um exemplo perfeito de obediência para encorajar nossa fidelidade (1 Pedro 2.21-24). Na hora de sua mais difícil tentação, Jesus voltou-se para seu Pai em oração fervorosa. Depois daquelas orações ele saiu do Getsêmani preparado para suportar o poder das trevas, e sofreu o ridículo e a morte, levou sobre si a maldição, para cumprir a vontade de seu Pai. Jesus encontrou o auxílio necessário quando apelou para seu Pai, em oração.

Seguimos na próxima semana com mais uma parte introdutória sobre esse texto, permitindo o Senhor. 

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor


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